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Depoimento de investigados do Caso Master é cancelado

PF desmarca depoimentos de três investigados no caso Banco Master por falta de acesso aos autos

A Polícia Federal (PF) cancelou nesta terça-feira (27) os depoimentos de três investigados no inquérito que apura suspeitas de fraudes no Banco Master e irregularidades na proposta de aquisição pelo Banco de Brasília (BRB).

O procedimento tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob relatoria do ministro Dias Toffoli e em sigilo.

Os depoimentos desmarcados envolviam Robério Cesar Bonfim Mangueira (superintendente de Operações Financeiras do BRB), Angelo Antonio Ribeiro da Silva (ex-diretor e sócio do Banco Master) e Augusto Ferreira Lima (ex-sócio de Daniel Vorcaro, controlador da instituição).

As defesas dos investigados informaram à delegada responsável, Janaína Palazzo, que não tiveram acesso integral aos autos da investigação, o que inviabilizaria o esclarecimento efetivo das questões. Com isso, a PF optou por remarcar as oitivas, sem data definida até o momento.

Apenas um dos quatro convocados compareceu e prestou depoimento: Luiz Antonio Bull, ex-diretor de Riscos, Compliance, RH e Tecnologia do Banco Master. Bull, que já foi preso na primeira fase da Operação Compliance Zero em novembro de 2025 e atualmente cumpre monitoramento com tornozeleira eletrônica, respondeu por videoconferência. Seu advogado, Augusto de Arruda Botelho, declarou à imprensa após a oitiva:

“o ex-direitor respondeu a todas as perguntas e que sempre esteve e continuará à disposição das autoridades”.

O episódio reflete uma estratégia defensiva adotada por vários investigados no caso. Na segunda-feira (26), outros depoimentos também enfrentaram obstáculos: dois executivos da empresa Tirreno (Henrique Souza e Silva Peretto e André Felipe de Oliveira Seixas Maia) não compareceram, enquanto o superintendente-executivo de tesouraria do Master, Alberto Felix de Oliveira Neto, optou pelo silêncio e limitou-se a afirmar que

“cumpria ordens na instituição financeira”.

O inquérito investiga supostas fraudes envolvendo a emissão de títulos de crédito inexistentes ou irregulares, que teriam sido repassados ao BRB em negociações questionadas.

O caso ganhou projeção nacional após revelações sobre contratos do banco com o escritório de advocacia da família do ex-ministro Ricardo Lewandowski e conexões políticas.

A PF e o STF buscam esclarecer irregularidades financeiras e possíveis influências indevidas.

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