Ramagem aponta possíveis irregularidades em registros usados em investigação e pede esclarecimentos sobre atuação da Polícia Federal
O deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), voltou a questionar publicamente o possível envolvimento de três delegados da Polícia Federal no caso que envolveu Filipe Martins, ex-assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República no governo Bolsonaro.
Segundo Ramagem, os nomes citados são Fábio Shor, Marcelo Ivo de Carvalho e Adriano Camargo. O parlamentar questiona se esses servidores teriam utilizado um registro considerado falso nos Estados Unidos, o que, de acordo com sua versão, teria contribuído para a manutenção de Martins em prisão por cerca de seis meses e para pressões por uma delação que, segundo ele, nunca se concretizou.
Ramagem descreve o episódio como uma das irregularidades mais graves envolvendo a atuação da PF em investigações recentes e classifica a corporação, nesse contexto, como transformada em instrumento político.
O questionamento reforça a polarização em torno do papel das instituições de segurança e justiça em casos de grande repercussão política. Ramagem, que já ocupou cargo de alto nível na área de inteligência, insiste na necessidade de apuração transparente sobre a origem e a autenticidade dos registros utilizados.
*Imagem da capa gerada por IA


















