Desdêmona Tenório informa à CPMI do INSS que requerimento exige melhor delimitação de finalidade e alcance; decisão sobre quem usava o telefone cabe ao presidente Edson Fachin
A diretora-geral do Supremo Tribunal Federal (STF), Desdêmona Tenório de Brito Toledo Arruda, respondeu à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que a resposta sobre o número funcional da Corte utilizado em conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, cabe ao presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, de acordo com a matéria do Metrópoles.

No ofício enviado ao presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a diretora-geral argumentou que “pede-se licença para consignar que a adequada apreciação da solução formulada demanda melhor delimitação de sua finalidade e alcance, porquanto, a depender do objeto visado por esta comissão, poderá a matéria não se inserir nas atribuições desta diretoria-geral, hipótese em que sua apreciação deverá ser submetida à Presidência desta Suprema Corte”.
O pedido da comissão solicitava informações sobre o uso do número funcional do STF nos últimos cinco anos (de janeiro de 2021 a 19 de março de 2026). A solicitação surgiu após o Sistema de Investigação de Registros Telefônicos e Telemáticos (Sittel) identificar que um número vinculado ao Supremo aparecia na lista de contatos de Daniel Vorcaro, sem, contudo, revelar o nome do usuário.
O senador Carlos Viana havia declarado anteriormente: “Por se tratar de um número público, à disposição do Supremo e pago com dinheiro público, é preciso identificar quem o estava usando”. Diante da ausência de resposta imediata, o presidente da CPMI sinalizou que poderia oficiar diretamente o ministro Edson Fachin.
Fonte: METRÓPOLES


















