Após o desligamento do diretor Frederico Kachar, deputado federal critica o silêncio da imprensa, aponta hipocrisia em ataques da grande mídia e cobra explicações sobre interferência editorial e patrocínios
O desligamento do diretor-geral da Globo, Frederico Kachar, desdobrou-se em uma forte reação política. O deputado federal Eduardo Bolsonaro manifestou-se publicamente para comentar a saída do executivo da emissora e tecer duras críticas ao posicionamento da grande imprensa diante do escândalo envolvendo o empresário e banqueiro Daniel Vorcaro.
A declaração ocorreu após a veiculação do comunicado do Grupo Globo anunciando o encerramento do vínculo com Kachar e reafirmando a independência de suas publicações. Para o parlamentar, no entanto, a medida adotada pelo grupo de comunicação é insuficiente para esclarecer a gravidade dos fatos que vieram à tona.
Cobrança por Respostas e Críticas à Imprensa
Em sua manifestação, Eduardo Bolsonaro apontou omissões no posicionamento da emissora e questionou a ausência de posicionamentos mais efetuados por parte do corpo jornalístico da casa. O parlamentar ressaltou a necessidade de esclarecer aspectos centrais da relação entre o ex-diretor e o banqueiro:
- Interferência Editorial e Patrocínios: O deputado cobrou explicações sobre uma possível interferência na linha editorial dos veículos e exigiu transparência em relação aos contratos de patrocínio vinculados ao Banco Master.
- Reação Interna: O parlamentar cobrou o posicionamento de jornalistas e apresentadoras da GloboNews sobre o tratamento e a forma como a relação entre o executivo e Vorcaro se desenrolava, classificando o episódio como um caso de conduta inaceitável.
- Alcance em Outros Veículos: Eduardo Bolsonaro estendeu suas críticas a outros órgãos da imprensa tradicional, mencionando veículos como Estadão e Metrópoles, acusando-os de manter um “silêncio retumbante” diante das denúncias.
Rebatendo Insinuações e a Máxima Político-Ideológica
O deputado aproveitou a ocasião para rebater antigas acusações e insinuações feitas por setores da mídia a respeito de seus meios de subsistência e de sua rotina no exterior. Segundo o parlamentar, veículos e jornalistas promoviam notícias falsas e insinuações de que ele “viveria de dinheiro de Vorcaro”, enquanto, na realidade, os próprios acusadores mantinham vínculos diretos e relações íntimas com o banqueiro.
Eduardo Bolsonaro também comparou o tratamento midiático dado ao caso do comentarista Paulo Figueiredo com a postura adotada frente ao ex-executivo da Globo. O parlamentar alegou que críticas contundentes eram direcionadas a análises estatísticas do comentarista, enquanto episódios envolvendo membros da própria imprensa eram abafados ou tratados de forma branda.
Ao finalizar, o parlamentar citou uma famosa frase atribuída à tática política ideológica para sintetizar a conduta dos veículos de comunicação envolvidos:
“Acuse-os do que você é, xingue-os do que você faz.”
O deputado encerrou seu pronunciamento celebrando o que chamou de “dia de lavar a alma”, defendendo a transparência irrestrita e o fim do sigilo sobre as investigações em andamento.

















