Líder da Assembleia Nacional da Venezuela pede perdão a presos políticos e projeto de anistia ganha impulso
Em um gesto histórico que sinaliza mudança no cenário político da Venezuela, o líder do Parlamento (Assembleia Nacional), Jorge Rodríguez, pediu perdão público aos presos políticos detidos durante o regime de Nicolás Maduro.
A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou, nesta quinta-feira (5), em primeira discussão, o Projeto de Lei de Anistia. A medida foi aprovada com votos favoráveis da bancada chavista e de parlamentares da oposição, de forma unânime.
Durante a votação, Rodríguez afirmou: “Nós pedimos perdão e também temos que perdoar. Pedimos perdão porque, digo com clareza, eu não gosto de presos. Pode ser necessário pelo código penal ou pelo que for”.

A declaração foi feita durante sessão plenária em Caracas, nesta quinta-feira (5 de fevereiro de 2026), e ocorre em paralelo ao avanço acelerado do projeto de lei de anistia ampla, que já tramita em regime de urgência e deve ser votado nas próximas semanas.
Rodríguez, até então um dos principais aliados de Maduro, reconheceu os “excessos” cometidos no período de repressão pós-eleitoral de 2018 e 2024, afirmando que o país precisa de reconciliação nacional para superar a crise política e econômica.

O pedido de perdão foi direcionado especialmente aos opositores presos desde as manifestações de 2017, 2019 e as recentes contestações eleitorais.
O projeto de anistia, apresentado pela bancada governista em coordenação com setores da oposição moderada, prevê a liberação imediata de centenas de presos políticos, o fim de processos judiciais em curso e a reintegração de direitos políticos a exilados e inabilitados.
A proposta já conta com apoio majoritário na Assembleia Nacional e deve ser aprovada em primeira discussão nos próximos dias, com sanção presidencial prevista ainda em fevereiro.
A medida é vista como parte das negociações internas para transição política após a captura de Maduro por forças internacionais e a instalação de um governo interino liderado por Delcy Rodríguez.
Agora, o texto deve passar por uma segunda votação no Parlamento. Se aprovado, será encaminhado para sanção da presidenta interina Delcy Rodríguez.


















