Jair Bolsonaro está pronto para cirurgia de hérnia inguinal bilateral que durará de 3 a 4 horas, afirma médico
O presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado nesta quarta-feira (24/12) em hospital de Brasília para realização de exames preparatórios e está apto para passar por uma cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral nesta quinta-feira (25/12), dia de Natal.
De acordo com a equipe médica, o procedimento está programado para a manhã do dia 25/12 e deve durar entre 3 e 4 horas. O cardiologista Brasil Ramos Caiado, integrante da equipe que acompanha Bolsonaro, confirmou que o presidente está preparado para a intervenção.
Essa será a sétima operação realizada por Bolsonaro desde o atentado a faca sofrido em 2018, durante a campanha eleitoral, sendo todas as cirurgias decorrentes de sequelas daquele ferimento.
A intervenção é considerada de menor complexidade em comparação à realizada em abril deste ano, quando Bolsonaro passou por uma cirurgia de “grande porte” para desobstrução intestinal e remoção de aderências abdominais, que durou cerca de 12 horas.
A hérnia inguinal bilateral ocorre quando parte do intestino protrai por pontos enfraquecidos na parede abdominal, na região da virilha. O objetivo da cirurgia é reposicionar o conteúdo abdominal e reforçar a musculatura local, minimizando riscos de dor e complicações futuras. O procedimento será feito sob anestesia geral, com monitoramento contínuo das funções vitais.
A equipe médica avalia a possibilidade de realizar um bloqueio anestésico do nervo frênico para aliviar crises persistentes de soluços apresentadas pelo ex-presidente nos últimos meses. Essa técnica visa interromper estímulos neurológicos que causam contrações involuntárias no diafragma.
A previsão é de que Bolsonaro permaneça internado por 5 a 7 dias, com reavaliação após o procedimento. O pós-operatório incluirá controle rigoroso da dor, fisioterapia para mobilização precoce, melhoria da função respiratória e medidas preventivas contra complicações como trombose venosa profunda.
A internação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após pedido da defesa e laudo pericial da Polícia Federal, que indicou a necessidade da intervenção “o mais breve possível”, embora o procedimento seja classificado como eletivo e não emergencial. Moraes destacou que Bolsonaro mantém “plenas condições de tratamento de saúde” na unidade da PF onde cumpre pena.
Durante o período hospitalar, o presidente será acompanhado pela esposa Michelle Bolsonaro, enquanto visitas de filhos dependem de decisão judicial específica.


















