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Escândalo: É mais fácil fiscalizar o PCC que autoridades, diz o presidente da UNAFISCO

O presidente da Unafisco Nacional, associação que representa os auditores fiscais da Receita Federal, lançou duríssima crítica ao contexto de investigações envolvendo servidores da autarquia e o Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, nesta quarta-feira (18 de fevereiro de 2026), Kléber Cabral afirmou que ações judiciais recentes criaram um ambiente de intimidação que compromete a atuação profissional dos auditores.

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“É menos arriscado fiscalizar membros do PCC do que altas autoridades”, declarou o dirigente, em referência ao impacto das medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes no inquérito que apura supostos vazamentos de dados sigilosos de ministros do STF e familiares.

A declaração surge após operação da Polícia Federal (PF), autorizada pelo STF, que cumpriu mandados de busca e apreensão contra quatro servidores da Receita suspeitos de acessos irregulares a informações fiscais. Um dos casos envolve acesso a dados cadastrais de parente do ministro Gilmar Mendes, que o auditor teria consultado por engano, confundindo com familiar de colega, conforme explicou Cabral.

O presidente da Unafisco destacou o efeito intimidatório: medidas como afastamento cautelar, uso de tornozeleira eletrônica, quebra de sigilos e restrições de saída do país teriam gerado medo entre os fiscais. “Esse tipo de medida busca humilhar, constranger e amedrontar. Se você perguntar hoje quem está disposto a organizar um grupo de fiscalização para investigar autoridades, provavelmente não encontrará ninguém”, completou.

Cabral classificou a situação como “vexame enorme” para a administração da Receita e lembrou precedente de 2019, quando auditores foram afastados por suspeitas semelhantes no mesmo inquérito das fake news e, posteriormente, reintegrados por falta de provas robustas.

A crítica reforça o debate sobre devido processo legal, proporcionalidade das medidas cautelares, independência da Receita Federal e os limites da atuação do STF em investigações envolvendo servidores públicos sem foro privilegiado.

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