Departamento de Estado americano inclui Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital na lista oficial de grupos que ameaçam a estabilidade da América Latina; medida reforça pressão contra narcoterrorismo e pode facilitar sanções financeiras e operações internacionais
O governo dos Estados Unidos anunciou oficialmente a inclusão do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do Comando Vermelho (CV) na lista de organizações consideradas ameaças à segurança regional na América Latina.

A classificação, divulgada pelo Departamento de Estado nesta sexta-feira (6 de março de 2026), coloca as duas maiores facções criminosas do Brasil ao lado de grupos como cartéis mexicanos, gangues salvadorenhas e organizações ligadas ao narcoterrorismo na região.
A medida permite maior cooperação internacional para congelamento de ativos, bloqueio de transações financeiras, sanções secundárias a quem fizer negócios com as facções e facilitação de operações conjuntas de inteligência e repressão.
O anúncio ocorre em contexto de escalada na retórica americana contra o crime organizado transnacional, com o governo Trump intensificando a estratégia de “máxima pressão” na América Latina — incluindo ações conjuntas no Equador e ameaças de operações unilaterais.
O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, já havia tentado convencer autoridades americanas a não avançar com a designação, alegando risco à soberania nacional e possibilidade de intervenção estrangeira em território brasileiro.
Até o momento, o Palácio do Planalto e o Ministério da Justiça não se manifestaram oficialmente sobre a classificação.
A medida pode impactar diretamente as operações financeiras das facções no exterior e ampliar o escrutínio sobre redes de lavagem de dinheiro via fintechs, fundos de investimento e contas digitais.


















