Promover agenda ‘América Primeiro’ e encontro com Bolsonaro
O Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou ao Metrópoles que a viagem do assessor sênior Darren Beattie ao Brasil tem como foco principal promover a agenda de política externa “América Primeiro” e defender os interesses americanos no país. A visita, que inclui um encontro com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão, foi detalhada pela chancelaria norte-americana em resposta a questionamentos da reportagem, de acordo com a matéria do Metrópoles.

Darren Beattie, nomeado recentemente como Conselheiro Sênior para Políticas sobre o Brasil e Alto Funcionário do Departamento de Educação e Assuntos Culturais, é conhecido por críticas contundentes ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem acusou de liderar um “complexo de perseguição e censura contra Jair Bolsonaro”. Ele também tem posicionamentos contrários ao governo do petista Lula da Silva.
O Departamento de Estado declarou oficialmente: “O Conselheiro Sênior para Políticas sobre o Brasil e Alto Funcionário do Departamento de Educação e Assuntos Culturais, Darren Beattie, viajará em breve ao Brasil para promover a agenda de política externa ‘América Primeiro’”.
A autorização para o encontro com Bolsonaro foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes na terça-feira (10), após pedido da defesa do presidente. A visita está agendada para 18 de março, das 8h às 10h, no 19º Batalhão da PMDF (conhecido como Papudinha). Beattie poderá ser acompanhado de um intérprete, cujo nome deve ser informado previamente ao STF.
O contexto da viagem inclui tensões diplomáticas recentes entre EUA e Brasil, como as sanções da Lei Magnitsky aplicadas (e depois suspensas) contra Moraes e sua esposa Viviane Barci de Moraes, além de tarifas de 50% impostas por Trump contra exportações brasileiras — medidas que foram revertidas após negociações, incluindo encontro entre Trump e Lula na Malásia.
Ao ser questionado se temas relacionados ao ministro do STF seriam discutidos durante a visita, o Departamento de Estado respondeu: “não ter mais comentários a fazer neste momento”.


















