Por determinação de Alexandre de Moraes, três militares foram detidos nesta sexta-feira; penas chegam a 17 anos de reclusão e incluem pagamento de R$ 30 milhões em danos morais coletivos
O Exército Brasileiro prendeu três militares na manhã desta sexta-feira, 10 de abril de 2026, atendendo a ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A determinação ocorreu após a Corte rejeitar os primeiros recursos contra as condenações por suposta tentativa de golpe de Estado, relacionadas ao núcleo de disseminação de informações falsas sobre as urnas eletrônicas, de acordo com a matéria da Revista Oeste.

O major da reserva Ângelo Denicoli foi preso no EspÃrito Santo. Já o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida e o subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues foram encaminhados ao Batalhão de PolÃcia do Exército, em BrasÃlia.
Dois alvos ainda permanecem foragidos: o coronel da reserva Reginaldo Vieira de Abreu e o engenheiro Carlos Cesar Rocha.
As condenações foram proferidas em outubro de 2025. As penas variam de 13 anos e seis meses a 17 anos de reclusão em regime fechado. Ângelo Denicoli recebeu a maior sentença, de 17 anos. O tribunal também condenou os réus ao pagamento solidário de R$ 30 milhões por danos morais coletivos e determinou a inelegibilidade de todos.
Para os militares da ativa ou da reserva, o STF comunicou o Superior Tribunal Militar para declarar a perda de patentes e postos. Um dos condenados, agente da PolÃcia Federal, perderá o cargo.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que os militares usaram a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários polÃticos.
Fonte: REVISTA OESTE


















