Fachin arquiva arguição de suspeição contra Toffoli no caso Banco Master após acordo interno no STF
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado (21) o arquivamento da arguição de suspeição envolvendo o ministro Dias Toffoli no inquérito sobre supostas fraudes no Banco Master. A decisão, tomada após acordo entre os ministros da Corte, extingue o procedimento sem declaração de suspeição, permitindo que Toffoli, em princípio, participe de julgamentos relacionados ao caso — embora ele já tenha renunciado à relatoria principal.
O processo (AS 244), classificado como sigiloso, foi aberto após relatório da Polícia Federal apontar possíveis conexões entre Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado por fraudes bilionárias no sistema financeiro. Toffoli deixou a relatoria do inquérito principal em 12 de fevereiro, durante reuniões reservadas no STF, em troca do arquivamento da arguição.
A medida é definitiva e sem possibilidade de recurso, conforme relatos de colunas jurídicas como a de José Casado (Veja) e Basília Rodrigues (SBT News). Em nota pública, os ministros do STF recusaram por unanimidade a arguição de suspeição e reconheceram a validade dos atos praticados por Toffoli até então. Fachin formalizou o arquivamento, extinguindo o procedimento.
Apesar do arquivamento da ação de suspeição, o inquérito principal sobre o Banco Master segue em andamento no STF, agora sob nova relatoria (sorteada para outro ministro). A PF identificou menções ao nome de Toffoli em mensagens extraídas do celular de Vorcaro, mas o acordo interno evitou exame aprofundado em sessão plenária.


















