Fictor teria tentado captar a gestão de recursos de Itaipu Binacional e fraudar depoimento prestado à comissão parlamentar
A empresa Fictor Consultoria e Participações Ltda. surge como peça central no escândalo que liga o governo Lula, o PT e as investigações sobre o Banco Master. Segundo apurações da Polícia Federal e relatos que circulam na CPI do INSS, a Fictor teria tentado captar a gestão de recursos de Itaipu Binacional e, ao mesmo tempo, fraudar depoimento prestado à comissão parlamentar.
A empresa, investigada por conexões com o escândalo do Banco Master, teria utilizado uma mansão de luxo como base para coordenar esforços de sabotagem à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A revelação consta de relatórios da Polícia Federal e depoimentos que apontam tentativas de influenciar testemunhas e fraudar o depoimento de um representante da companhia na comissão.
Endividada em R$ 4 bilhões e sob investigação da PF, a Fictor Investimentos alugou mansão de 500 m² no Lago Sul para encontros com ministros, petistas e parlamentares. O imóvel virou QG de lobby: serviu para montar dossiê falso contra Eli Cohen na CPMI do INSS, acusando-o de pedir propina – “denúncia” desmentida pelo próprio policial que esteve na casa.
A companhia, ligada a figuras do entorno petista, teria atuado como intermediária em operações financeiras suspeitas envolvendo o Banco Master, que entrou em liquidação extrajudicial após indícios de fraudes bilionárias e lavagem de dinheiro.
A tentativa de assumir a gestão de verbas de Itaipu — uma das maiores fontes de recursos públicos do país — reforça as suspeitas de que a empresa servia como canal para direcionamento de dinheiro público.
Na CPI do INSS, um representante da Fictor prestou depoimento marcado por contradições e omissões, o que levou à acusação de tentativa de fraudar a comissão.
O episódio agravou a percepção de que o esquema ultrapassa o âmbito previdenciário e atinge estruturas de poder próximas ao Planalto.


















