Senador promete conversar com envolvidos para superar desentendimentos sobre apoio à sua pré-candidatura presidencial; destaca objetivo comum contra “narcoestado” do PT
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República pelo PL, anunciou que atuará como intermediador para promover uma trégua entre seu irmão Eduardo Bolsonaro (ex-deputado PL-SP), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A declaração foi feita à imprensa após nova visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro no Complexo Penitenciário da Papuda (Papudinha), em Brasília, nesta quarta-feira (25).
O desentendimento surgiu de acusações de Eduardo de que Michelle e Nikolas não demonstram apoio público suficiente à pré-candidatura de Flávio, anunciada em dezembro de 2025 como escolha do pai. Eduardo criticou publicamente uma suposta “amnésia” dos dois em relação ao engajamento na campanha, o que gerou troca de farpas nas redes e expôs fissuras na direita bolsonarista.
Flávio Bolsonaro afirmou que vai buscar reconciliação: “Vou conversar, vou procurar todo mundo, como sempre disse, porque a gente tem um objetivo maior e todos estão na mesma página. Está todo mundo na mesma página porque sabe que o Brasil corre sério risco de virar de vez um narcoestado com mais 4 anos do PT”.
Sobre a situação do irmão Eduardo, que vive nos Estados Unidos em situação descrita como “autoexílio”, Flávio destacou dificuldades enfrentadas: “É um cara que está fora do país contra a sua vontade, que teve o seu mandato caçado, as contas bancárias bloqueadas. É uma pessoa que acompanha a distância muito ansiosa para que todo mundo compreenda, como ele compreende, que essa não é uma disputa de vaidade de quem tem que vencer uma discussão”.
O senador reforçou que pretende “procurar todo mundo, um por um, para reparar qualquer tipo de aresta que porventura possa existir”. Ainda nesta quarta, Flávio agendou reunião com a bancada de parlamentares do PL para pacificar a legenda e alinhar estratégias para as eleições de 2026.
O atrito reflete disputas internas pela sucessão política de Jair Bolsonaro, preso desde janeiro de 2026 cumprindo pena de 27 anos e 3 meses por liderar trama golpista. Enquanto Flávio lidera a pré-candidatura presidencial, Michelle e Nikolas mantêm distância pública da campanha, o que irritou Eduardo e ampliou o racha no movimento conservador.


















