Pré-candidato do PL à Presidência sinaliza disposição para discutir mandato único de cinco anos, o que pode gerar reações intensas na esquerda
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República nas eleições 2026, está considerando incorporar ao seu plano de governo uma proposta para o fim da reeleição nos cargos executivos — incluindo presidente, governadores e prefeitos. A medida, que prevê um mandato único de cinco anos, visa demonstrar abertura para negociações com o Congresso Nacional caso vença o pleito, segundo aliados próximos.
A ideia ganhou destaque em reuniões recentes com lideranças do agronegócio e investidores, onde Flávio defendeu a alternância de poder como forma de reduzir tensões políticas e o uso da máquina pública para fins eleitorais. Essa articulação estratégica busca atrair apoio do Centrão e de setores da centro-direita, posicionando o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro como um nome pragmático, disposto a concessões.
O debate sobre o fim da reeleição não é novo: em 2025, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou uma proposta similar, mas o tema ainda depende de avanços no Legislativo. Flávio, ao acenar com essa bandeira, herda traços do bolsonarismo conservador, mas com foco em reformas estruturantes, como responsabilidade fiscal, privatizações e investimentos em infraestrutura.
A proposta, no entanto, pode gerar controvérsias. O petista Lula da Silva já se manifestou contrário ao fim da reeleição, argumentando que o mecanismo permite continuidade em políticas públicas.


















