Senador destaca prisão de Senival Moura, aliado histórico do PT, em operação que investiga movimentação de mais de R$ 300 milhões em empresa de ônibus de São Paulo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou integrantes do PT pela investigações envolvendo o crime organizado. Em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado, ele comentou a prisão do vereador Senival Moura (PT), detido durante a Operação Última Parada, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo.
De acordo com as investigações, o vereador petista é apontado como figura central em um suposto esquema de lavagem de dinheiro operado por meio da empresa de ônibus Transunião Transportes S.A., que recebeu mais de R$ 300 milhões do sistema de transporte público paulistano apenas em 2025. As autoridades suspeitam que parte desses recursos teria sido usada para ocultar e movimentar valores ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Senival Moura, que cumpre seu sexto mandato na Câmara Municipal de São Paulo e ocupa o cargo de primeiro-secretário da Mesa Diretora, foi preso na quinta-feira (25).
A Operação Última Parada apura a infiltração do PCC no transporte coletivo da capital. As apurações tiveram início após o assassinato de Adauto Soares Jorge, ex-presidente da Transunião, em 2020.
Documentos da polícia e do MP indicam que tanto Adauto quanto Senival Moura teriam sido inicialmente condenados à morte pela facção devido a supostos desvios, mas o vereador teria sido perdoado por sua influência política e pela promessa de ressarcimento dos valores.
Relatórios policiais apontam que Senival atuava como controlador oculto da empresa, mesmo sem cargo formal, e comandava uma “estrutura paralela” para decisões financeiras. A Prefeitura de São Paulo decretou intervenção na concessionária para garantir a continuidade dos serviços.


















