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Flávio Bolsonaro critica Lula por usar influência no Judiciário para censurar debate presidencial

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) veio a público manifestar profunda indignação e criticou o petista Lula da Silva por utilizar aliados dentro do Poder Judiciário para impor uma espécie de censura ao confronto político

A turbulência nos bastidores da campanha eleitoral escalou após uma série de decisões liminares vindas de cortes superiores, com destaque para uma determinação proferida pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A magistrada proibiu a emissora de televisão de exibir de maneira destacada a cadeira vazia ou o púlpito com a identificação de candidatos ausentes — regra que afetaria diretamente a dinâmica planejada para o programa após a desistência de concorrentes —, além de vetar perguntas direcionadas a quem não comparecesse ao estúdio. 

Minutos antes do horário programado para o início da transmissão, o senador Flávio Bolsonaro anunciou oficialmente que não participaria mais do encontro, justificando que a medida judicial representava uma forma de controle indevido e cerceamento do debate democrático. Diante do cenário de forte insegurança jurídica e das alterações impostas de última hora nas diretrizes previamente acordadas com as campanhas, a Rede Globo optou por cancelar o evento pela primeira vez desde o ano de 2002. 

Reações e acusações de favorecimento político

Em transmissão ao vivo realizada em seu canal oficial no YouTube e repercutida por veículos de imprensa, Flávio Bolsonaro disparou duras críticas contra o principal adversário na disputa. O parlamentar alegou que o chefe do Executivo federal teria “fugido” do confronto direto.

“Ele fugiu do debate. Covarde. Eu chamei o Lula mais de duas vezes para o debate. Eu quero debater com você, Lula. E você não foi no debate, como você fugiu do debate, como usou seus amigos do Judiciário para impor a censura a esse debate”, declarou o candidato do PL durante a live. 

O postulante ao Palácio do Planalto também direcionou questionamentos à indicação da ministra Estela Aranha à Corte eleitoral, vaga destinada a representantes da classe dos juristas. Para Flávio, o episódio expõe um cenário alarmante no qual decisões judiciais acabam interferindo de maneira direta no processo eleitoral e na livre circulação de ideias entre os eleitores.

Fonte: CNN BRASIL

*Imagem da capa editada por IA

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