Rombo bilionário afeta vulneráveis; PF estima prejuízo de R$ 6,3 bilhões em mensalidades associativas não autorizadas
O esquema de descontos indevidos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) gerou um volume total de R$ 90 bilhões em 2023, incluindo empréstimos consignados e mensalidades associativas. Milhares de brasileiros, em sua maioria aposentados e pensionistas pobres e vulneráveis, foram lesados pelo esquema criminoso.

A cifra de R$ 90 bilhões corresponde ao montante global movimentado em descontos na folha de pagamento do INSS naquele ano, conforme auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). A maior parte refere-se a empréstimos consignados legais, mas o crescimento explosivo de descontos associativos — de R$ 617 milhões em 2019 para R$ 2,8 bilhões em 2024 — revela a dimensão da fraude.
A Operação Sem Desconto (PF e CGU) estima prejuízo efetivo de até R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, com descontos não autorizados em benefícios de milhões de segurados. Mais de 97% dos entrevistados pela CGU negaram ter consentido com as cobranças, muitas vezes feitas por entidades como a Contag, que desviaram até R$ 2,9 bilhões.
O esquema envolveu assinaturas falsas, cadastros irregulares e acordos de cooperação técnica fraudulentos. O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes (“Careca do INSS”) é apontado como operador central, com movimentações milionárias em contas suspeitas.
A CPMI do INSS continua investigando, com quebras de sigilo e delações em andamento.


















