Cerimônias fúnebres do líder supremo iraniano, morto em ataques aéreos no início da guerra, atraem multidões em demonstração de unidade e desafios ao Ociden
Centenas de milhares de iranianos, vestidos de preto e portando bandeiras vermelhas simbólicas de vingança, lotaram as ruas da capital, para o cortejo fúnebre do aiatolá Ali Khamenei, o líder supremo do Irã morto aos 86 anos em um ataque aéreo coordenado por Estados Unidos e Israel em fevereiro.

O evento, parte de uma série de cerimônias que se estendem por vários dias em Teerã e outras cidades, marca o adeus a uma figura que governou o país por mais de três décadas. Estimativas oficiais indicam que milhões participem das homenagens, com multidões reunidas na Mesquita Grand Mosalla e ao longo de rotas processionais, onde cartazes e gritos pedem “morte à América” e “morte a Israel”.
Durante as orações fúnebres, um recitador destacou a morte de Khamenei como um ato de agressão externa, instigando a multidão a clamar por retaliação. “Por que não matar aquele que matou meu imã e meu líder?”, questionou Mohammad Rasouli, que também exortou os presentes a entoar slogans contra os EUA e Israel, reforçando que “matar Trump é nosso dever”. Cartazes e grafites com mensagens semelhantes contra o presidente americano Donald Trump e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu foram vistos nas margens do evento.
O Irã planeja um enterro final em Mashhad, cidade natal de Khamenei, após rituais em múltiplas localidades. Autoridades prometem manter o controle sobre o Estreito de Ormuz e buscam negociações com Washington para encerrar a guerra, enquanto o presidente Trump mencionou uma “semana de folga” para o funeral.
Especialistas em segurança destacam o risco de escalada, com o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica alertando contra qualquer tentativa de ataque durante o período de luto.


















