Avaliação da Mar Asset contrasta com o otimismo tradicional de parte da Faria Lima, projetando um cenário de disputa acirrada e limites eleitorais para o atual mandatário rumo às urnas
Enquanto boa parte do mercado financeiro e dos analistas econômicos concentrados na Faria Lima costuma projetar os cenários políticos sob óticas tradicionais, a gestora Mar Asset adotou uma postura distante do consenso. Em análises detalhadas enviadas a cotistas e repercutidas no intraday financeiro, a casa de investimentos destacou que o petista Lula da Silva não deve ser tratado como o favorito absoluto na corrida presidencial de 2026.

De acordo com os gestores da Mar Asset, a dinâmica eleitoral mudou de figura em relação a pleitos passados. Embora o Nordeste permaneça como uma fortaleza tradicional para o Partido dos Trabalhadores, a gestora aponta que o teto de apoio na região parece ter se estabilizado.
Além disso, esse sólido colchão de votos sofre erosão gradual devido ao avanço expressivo da influência de eleitores evangélicos, um segmento demográfico historicamente menos alinhado às diretrizes políticas da esquerda.
Outro ponto nevrálgico destacado pela asset é o comportamento dos chamados swing voters — aqueles eleitores sem fidelidade partidária fixa que costumam definir o resultado das urnas nos momentos decisivos.
A visão contracorrente da Mar Asset adiciona uma camada extra de cautela para os investidores que calibram portfólios de médio e longo prazo de olho na volatilidade política. Para o mercado, o alerta serve para lembrar que a corrida sucessória não está definida, abrindo espaço para prêmios de risco mais elevados nos ativos domésticos à medida que o calendário eleitoral avança.
Fonte: Valor Econômico
*Imagem da capa gerada por IA


















