Diplomacia brasileira calibra expectativas para reunião na Casa Branca e trata comportamento do presidente americano como incógnita
O petista Lula da Silva embarca nesta quarta-feira (6) para Washington com o objetivo de manter um tom equilibrado na reunião com o presidente Donald Trump, marcada para quinta-feira (7), na Casa Branca. O governo brasileiro evita transformar o encontro em um “final de campeonato”, onde haveria necessariamente um vencedor e um derrotado.

A agenda bilateral é considerada um marco importante nas relações entre Brasil e Estados Unidos após a crise gerada pela imposição de tarifas americanas sobre produtos brasileiros em julho de 2025.
Os dois líderes já se encontraram pessoalmente em outubro de 2025, na Malásia, e mantiveram conversas telefônicas em outras ocasiões. O principal cardápio da reunião inclui:
- Redução ou retirada das tarifas sobre aço, alumínio e outros produtos brasileiros;
- Investigação americana sobre o Pix e big techs;
- Parceria em minerais críticos e terras raras;
- Cooperação no combate ao crime organizado (incluindo PCC);
- Questões ambientais, como desmatamento.
Apesar de críticas públicas recentes de Lula a Trump, a orientação atual da diplomacia é esfriar o tom de confronto. Auxiliares do petista reconhecem que o comportamento de Trump no Salão Oval é uma incógnita, citando episódios passados de tensão com outros líderes internacionais.
O governo também busca minimizar eventuais repercussões do caso da prisão temporária do ex-deputado Alexandre Ramagem nos EUA.
Fonte: CNN BRASIL


















