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Governo Lula é acusado por parlamentares americanos de promover tráfico de médicos cubanos

Relatório orçamentário recomenda corte de recursos à OPAS até que a organização preste contas sobre seu papel no programa brasileiro; republicanos cobram transparência e cumprimento de normas trabalhistas

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos acusou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de promover o “tráfico de médicos cubanos” por meio do programa Mais Médicos.

Fonte: Paulo Cappelli, Lucas Gayoso do Metrópoles

Em relatório orçamentário para o ano fiscal de 2027, o Comitê de Apropriações da Câmara dos EUA manifestou preocupação com o envolvimento da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no programa, criado em 2013 no governo Dilma Rousseff e mantido durante a atual gestão de Lula.

O documento recomenda que nenhum recurso dos contribuintes americanos seja destinado à OPAS enquanto a entidade não prestar contas completas sobre sua atuação no Mais Médicos. Os parlamentares republicanos — maioria na Câmara e aliados de Donald Trump — exigem transparência total.

“O Comitê permanece profundamente preocupado com o envolvimento anterior da OPAS no tráfico de médicos e pessoal médico cubano no antigo programa Mais Médicos no Brasil e espera que a OPAS preste contas integralmente sobre seu papel nesse programa antes de receber dólares dos impostos americanos.”

O relatório ainda cobra que a OPAS publique todos os registros financeiros e contratos relacionados ao programa, avalie se eles cumpriram as normas trabalhistas locais e internacionais, e coopere com processos judiciais em andamento nos Estados Unidos baseados na Lei de Proteção às Vítimas de Tráfico de 2000.

“A OPAS deve publicar todos os registros financeiros e contratos relevantes, incluindo uma avaliação sobre se tais contratos cumpriram as normas trabalhistas locais e internacionais.”

O Mais Médicos foi responsável pela vinda de milhares de médicos cubanos para atuar em regiões carentes do Brasil, com a intermediação da OPAS. Os críticos do programa, especialmente nos EUA, alegam que o governo cubano ficava com a maior parte dos salários pagos aos profissionais, configurando exploração.

O relatório ainda precisa tramitar e ser aprovado pelo Congresso americano para ter efeito prático.

Fonte: Metrópoles

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