Militares da maior base americana no Oriente Médio receberam instruções para deixar o local, conforme relatou um oficial dos EUA à CNN nesta quarta-feira (14), enquanto o governo Trump avalia a possibilidade de lançar uma operação militar contra o Irã.

O oficial classificou a ordem para que parte do efetivo saísse da Base Aérea de Al-Udeid, no Catar, como uma medida de “precaução” diante das atuais tensões na região.
A instalação já foi atacada pelo Irã em junho, depois que os Estados Unidos bombardearam instalações nucleares iranianas.
Agora, com o presidente Donald Trump analisando possíveis novos ataques ao Irã, a base — que abriga aproximadamente 10 mil soldados americanos — corre o risco de se tornar alvo novamente.

Em junho, Washington já havia adotado providências para reduzir o contingente na base durante o conflito entre Irã e Iraque, antes de iniciar os ataques às instalações nucleares iranianas.Um alto funcionário iraniano informou à agência Reuters nesta quarta-feira (14) que o Irã alertou países vizinhos que hospedam forças americanas: retaliará contra bases dos EUA caso Washington concretize as ameaças de interferir nos protestos internos do país.

O presidente americano Donald Trump alertou intervir em apoio aos manifestantes no Irã, onde uma organização de direitos humanos informou que mais de 2.500 pessoas foram mortas nos últimos dias durante a repressão a um dos maiores levantes contra o regime teocrático. Outras analistas falam em mais de 12 mil mortes pelo regime.
De acordo com uma avaliação israelense, Trump já tomou a decisão de intervir, embora o alcance e o momento dessa ação ainda sejam incertos, segundo um oficial israelense.
Três diplomatas relataram à Reuters que alguns militares foram orientados a deixar a Base Aérea de Al Udeid, no Catar, até o fim da noite desta quarta-feira.Um desses diplomatas caracterizou a medida como uma “mudança de postura” em vez de uma “retirada ordenada”.

Há dias Trump vem fazendo alertas públicos e diretas de açõesno Irã. Em uma entrevista à CBS News na terça-feira (13), o presidente dos EUA prometeu “ações muito fortes” caso o Irã execute manifestantes.


















