Ministério da Fazenda desmente ultimato de Haddad ao GDF por injeção de R$ 4 bilhões no BRB
Em meio a investigações sobre supostas irregularidades financeiras envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negou qualquer tipo de pressão ou “ultimato” ao Governo do Distrito Federal (GDF) para um aporte de capital no valor de R$ 4 bilhões.
A declaração surge como resposta a reportagens recentes que apontam riscos de insuficiência patrimonial no BRB, podendo levar a intervenções regulatórias.
De acordo com uma nota oficial divulgada pelo Ministério da Fazenda, Haddad “não tratou, formalmente ou informalmente, com o governo do Distrito Federal ou com a direção do Banco de Brasília sobre o caso do BRB”. O ministro enfatizou que não cabe a ele responder pelas ações do Banco Central (BC), uma vez que a Fazenda não é o órgão responsável pela regulação do sistema financeiro nacional.
A controvérsia ganhou destaque após publicação no jornal O Estado de S. Paulo, nesta segunda-feira (19/1/2026), alegando que Haddad teria alertado o GDF sobre a necessidade urgente de um aporte bilionário para corrigir uma “insuficiência patrimonial”, sob risco de intervenção no banco. No entanto, fontes do Ministério da Fazenda refutam essa versão, reforçando que não houve comunicação direta sobre o tema.
Investigação em Andamento por Fraude Bancária
A Polícia Federal (PF) está apurando uma possível fraude de R$ 12 bilhões na venda de carteiras de crédito do Banco Master para o BRB. Os negócios entre as duas instituições financeiras também são alvo de escrutínio pelo Banco Central e por uma auditoria independente contratada pelo próprio BRB. Esses acordos comerciais somam R$ 16 bilhões e levantam suspeitas de prejuízos significativos.
Em comunicado recente, o BRB informou que possui um “plano de capital” preparado para o caso de confirmação de perdas financeiras decorrentes das operações com o Banco Master. Entre as alternativas consideradas, destaca-se o aporte direto do acionista controlador, o GDF, que “já sinalizou com essa possibilidade”. Os montantes exatos, porém, não foram revelados até o momento.
A análise dos potenciais danos está sendo conduzida pelo BC e pela auditoria da firma Machado e Meyer, com apoio técnico da consultoria Kroll. Essas etapas visam garantir transparência e estabilidade no setor bancário.
BRB Mantém Operações Normais
Apesar das investigações em curso, o Banco de Brasília assegura sua solidez financeira. Em nota, a instituição declarou que “permanece sólido, operando normalmente e assegurando todos os serviços financeiros, incluindo crédito, investimentos e atendimento em canais digitais e presenciais”. Essa postura busca tranquilizar clientes e investidores em um contexto de escândalos no mercado financeiro.
Essa notícia reflete o atual cenário de fiscalização rigorosa no sistema bancário brasileiro, com foco em prevenção de fraudes e manutenção da confiança pública. Para mais atualizações sobre o caso envolvendo Fernando Haddad, GDF, BRB e Banco Master, acompanhe fontes oficiais e reportagens especializadas em economia e finanças


















