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Indicação de Messias ao STF enfrenta resistência: apenas 25 senadores apoiam

Advogado-Geral da União precisa conquistar mais 16 votos para atingir os 41 necessários no plenário; na CCJ, soma apenas 10 dos 14 exigidos

A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) segue com dificuldades no Senado Federal. De acordo com um levantamento realizado pelo portal Poder360 junto aos 81 senadores, o nome indicado pelo petista Lula da Silva conta atualmente com apoio declarado de apenas 25 parlamentares, de acordo com a matéria da Revista Oeste.

Fonte Isabela Jordão da Revista Oeste

Para ser aprovado no plenário, Messias necessita de pelo menos 41 votos favoráveis. Isso significa que ele ainda precisa angariar ao menos mais 16 assinaturas. O levantamento aponta ainda: 14 senadores se posicionam contrariamente à indicação, 39 não manifestaram posição e três não responderam — os presidentes Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Jorge Kajuru (PSB-GO).

A vaga no STF permanece aberta há cinco meses, desde a saída do ex-ministro Luís Roberto Barroso. Antes de ir ao plenário, o indicado deve ser aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o apoio se mantém estável em 10 dos 14 votos necessários. Sete senadores são contrários na comissão, e dez ainda não se posicionaram.

A articulação política enfrenta desafios, com resistências da oposição e mudanças de posicionamento entre alguns parlamentares. Recentemente, nomes como Omar Aziz e Otto Alencar adotaram postura mais cautelosa, enquanto outros, como Ciro Nogueira e Eudócia Caldas, migraram para o apoio. Em contrapartida, senadores como Sergio Moro, Damares Alves, Eduardo Gomes, Izalci Lucas e Jaime Bagattolli agora se declaram sem voto ou contrários.

Ainda não há data definida para a sabatina de Messias na CCJ. Em novembro de 2025, o presidente do Senado chegou a agendar a oitiva para dezembro, mas recuou. O episódio recente da recondução do procurador-geral da República Paulo Gonet, aprovada em novembro de 2025 com placar mais apertado (45 a 6), é visto por analistas como sinal das dificuldades enfrentadas por indicações do governo no Senado atual.

A nomeação de Messias continua em fase de articulação, com o governo buscando construir maioria em meio a um cenário político complexo, incluindo articulações paralelas envolvendo o presidente do Senado e possíveis candidaturas estaduais.

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