Relatórios revelam pagamentos que superavam R$ 400 mil, além de bonificações extras por dados confidenciais da PF
O cerco das autoridades federais se fechou sobre um suposto esquema clandestino de monitoramento e espionagem financiado pelo empresário Daniel Vorcaro. Novas informações apontam que o ex-banqueiro utilizava uma rede de intermediários para subornar servidores da ativa e outros agentes de segurança em troca de vantagens informacionais.

Os dados, que integram os desdobramentos da Operação Compliance Zero, mostram que os envolvidos recebiam uma mesada fixa estipulada em R$ 400 mil por mês. O objetivo central do grupo era ter acesso privilegiado a bancos de dados oficiais e antecipar os passos de apurações policiais em andamento.
A estrutura paralela, que contava com a participação de policiais civis, federais, milicianos e bicheiros, não se limitava ao salário fixo. As auditorias financeiras e interceptações telefônicas revelaram o pagamento de uma espécie de “bônus” por metas atingidas.
Esses prêmios financeiros extras eram distribuídos sempre que o grupo conseguia entregar documentos altamente sensíveis, realizar o monitoramento de desafetos políticos e comerciais ou obter relatórios protegidos por segredo de Justiça.
As defesas de Daniel Vorcaro e dos demais citados no inquérito foram procuradas para se manifestar sobre os novos indícios levantados pela Polícia Federal, mas, até o momento da publicação desta reportagem, declararam que não comentariam o caso.


















