Chanceler Abbas Araghchi defende programa defensivo e nega comando sobre aliados; declarações ocorrem em meio a negociações nucleares tensas
O Irã reafirmou posição firme contra demandas americanas para limitar seu programa de mísseis balísticos e cessar apoio a movimentos regionais, classificando as exigências como inaceitáveis e baseadas em alegações falsas.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, declarou em entrevista ao India Today que o programa de mísseis é estritamente defensivo: “Nossos mísseis são para dissuasão e autodefesa, não para agressão”. Ele negou desenvolvimento de mísseis de longo alcance capazes de atingir os EUA ou Europa, limitando o alcance a menos de 2 mil km por decisão estratégica, e chamou acusações americanas de “notícias falsas”.
Sobre grupos como Hezbollah, Houthis e Hamas, Araghchi rejeitou o termo “grupos armados” e afirmou que o Irã oferece apenas apoio político e moral, sem controle direto: são movimentos independentes lutando por “causas justas” contra ocupação.
As declarações surgem em contexto de negociações nucleares em Genebra, com pressão da administração Trump para incluir mísseis e apoio regional em qualquer acordo. Teerã insiste em direito à tecnologia nuclear pacífica com supervisão internacional, em troca de alívio de sanções, mas descarta concessões sobre defesa soberana.


















