Ataque fracassado a instalação anglo-americana a 4.000 km de distância demonstra avanço no arsenal iraniano em meio à guerra no Oriente Médio; nenhum projétil atingiu o alvo
Em um episódio que elevou as tensões globais, o Irã lançou dois mísseis balísticos contra a base militar conjunta de Diego Garcia, no Oceano Índico, na noite de sexta-feira (20). A instalação, compartilhada entre Estados Unidos e Reino Unido e localizada a cerca de 4.000 km do território iraniano, não sofreu danos: um dos projéteis falhou em pleno voo, e o outro foi interceptado pela defesa antiaérea americana, de acordo com a matéria do G1.

O ataque, confirmado pela agência semi-oficial iraniana Mehr e revelado pela imprensa dos EUA, ocorre na quarta semana de confronto armado envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel no Oriente Médio. A base de Diego Garcia, situada no arquipélago de Chagos entre África e Indonésia, é considerada estratégica para operações militares ocidentais, mas fica distante da zona principal do conflito (como bases no Catar ou Arábia Saudita).
A agência de notícias iraniana Mehr destacou o significado do disparo:
“passo significativo que demonstra que o alcance dos mísseis do Irã vai além do que o inimigo imaginava anteriormente”.
O incidente gerou preocupação na Europa, pois um míssil com alcance de 4.000 km poderia, teoricamente, atingir capitais como Paris, Londres, Berlim, Roma e outras cidades do continente. O Exército israelense reagiu reforçando sua narrativa:
“O regime terrorista iraniano representa uma ameaça global. Agora, com mísseis que podem alcançar Londres, Paris ou Berlim. O regime terrorista iraniano realizou ataques contra 12 países da região e está desenvolvendo uma capacidade que representa uma ameaça muito mais ampla”.
Do lado britânico, a secretária de Relações Exteriores Yvette Cooper classificou a ação como “ameaças iranianas imprudentes”. Já o parlamentar Steve Reed declarou à BBC:
“Não há nenhuma avaliação que comprove o que está sendo dito. Não tenho conhecimento de qualquer avaliação de que eles nem sequer estejam tentando atingir a Europa — muito menos que conseguiriam, caso tentassem”.
O ataque fracassado reforça o debate sobre a escalada do conflito e a necessidade de contenção internacional, enquanto os Estados Unidos e aliados mantêm monitoramento elevado na região.
Fonte: G1


















