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Jatinho, Segundo Resort e Aeroporto, Toffoli precisa dar explicações

Jatinho de amigo de Toffoli usado na final da Libertadores também operou perto de resort ligado à família do ministro do STF com presença de seguranças

A mesma aeronave privada que transportou o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), para a final da Copa Libertadores de 2025 em Lima, no Peru, realizou voos em 2025 para a região de Ribeirão Claro (PR), próxima ao resort Tayayá – empreendimento que já teve participação de parentes do magistrado.

Os deslocamentos coincidiram com períodos em que seguranças do STF receberam diárias para acompanhar o ministro no local, segundo cruzamento de dados de voos e registros oficiais.

A aeronave pertence ao empresário Luiz Osvaldo Pastore, amigo pessoal de Toffoli e ex-senador pelo MDB.

O jatinho fez pelo menos dois trechos entre Ourinhos (SP) e Brasília (DF) em datas específicas:

  • Em 7 de março de 2025, voo de Ourinhos para Brasília às 11h30, enquanto seguranças estavam em Ribeirão Claro entre 2 e 6 de março.
  • Em 1º de agosto de 2025, voo de Brasília para Ourinhos, com seguranças na região entre 1 e 4 de agosto.

Esses deslocamentos se somam a outras viagens polêmicas da aeronave, incluindo o transporte de Toffoli à final da Libertadores (Flamengo x Palmeiras, time do ministro) e o retorno de um evento em Roma, na Itália, em novembro de 2025.

Na ida a Lima, o advogado Augusto de Arruda Botelho – defensor de um investigado no caso Banco Master – também estava a bordo.

O resort Tayayá, localizado à beira de uma represa e considerado de alto padrão, já teve sócios os irmãos de Toffoli por meio da empresa Maridt Participações.

Em 2021, parte da participação foi vendida por R$ 6,6 milhões a um fundo ligado ao empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro – dono do Banco Master, cujo caso está sob relatoria de Toffoli no STF. O banco teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025.

Registros do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), em São Paulo, mostram que seguranças do STF receberam diárias para “prestar apoio em segurança e transporte para autoridade do Supremo” na região, totalizando 128 dias entre 2022 e 2025, com custo aproximado de R$ 460 mil. Muitos desses períodos ocorreram em fins de semana, feriados e recesso judiciário.

Toffoli já se manifestou sobre viagens anteriores, afirmando sobre o voo de retorno de Roma: “não cobrava ‘nenhum tipo de cachê e tem as despesas de passagem e hospedagem pagas pelo evento, sem gasto de dinheiro público’”. Sobre Pastore, disse tratar-se de “amigo pessoal”, mas que “não há conflito de interesses”.

As revelações intensificam o debate sobre possíveis conflitos de interesse na relatoria do inquérito do Banco Master, em meio a pedidos de afastamento do ministro (ainda não acolhidos) e críticas à manutenção do processo no STF.

NOVO RESORT

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CONSTRUÇÃO DO AEROPORTO

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