Vice-presidente destaca diplomacia como caminho preferido de Trump, mas avisa que outras ferramentas estão disponíveis; declarações ocorrem em meio a negociações tensas
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, reforçou a posição firme da administração Trump em relação ao programa nuclear iraniano: impedir que Teerã desenvolva armas nucleares. As declarações foram feitas em entrevista à Fox News na quarta-feira (26), um dia antes de nova rodada de negociações indiretas em Genebra.

Vance afirmou: “O presidente foi o mais claro possível. O Irã não pode ter armas nucleares. Esse seria o objetivo militar final, caso esse seja o caminho escolhido por ele”. Ele enfatizou que a preferência é pela diplomacia: “o ‘caminho preferido’ de Trump para atingir esse objetivo era a diplomacia”.
O vice-presidente descreveu a linha vermelha como “simples” e alertou sobre o regime iraniano: “Acho que a maioria dos americanos entende que não se pode permitir que o regime mais insano e pior do mundo tenha armas nucleares. É isso que o presidente está buscando. É esse o objetivo que o presidente estabeleceu”.
As falas de Vance vêm em contexto de tensões crescentes no Oriente Médio, com reforço militar americano na região e acusações de que o Irã tenta reconstruir capacidades nucleares após ataques anteriores. Teerã nega intenção de desenvolver armas nucleares, insistindo em uso pacífico, mas as negociações avançam com ceticismo mútuo.
A declaração reforça a estratégia de Trump de pressão máxima combinada com diplomacia, mantendo opções militares como dissuasão contra proliferação nuclear na região.


















