Jornalista classifica o procurador-geral da República como “prevaricador” e “agente do sistema” após declaração de que não vê indícios contra magistrados ligados a Daniel Vorcaro; Gazeta do Povo destaca postura cautelosa de Gonet
A jornalista Ana Paula Henkel reagiu com veemência à posição do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que sinalizou não enxergar indícios de crimes cometidos por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no escândalo envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Confira a análise da jornalista sobre a decisão de Paulo Gonet:
Em entrevista à revista Veja, Gonet adotou tom cauteloso ao afirmar que “Investigação pressupõe indício de crime”. Segundo a reportagem da Gazeta do Povo, o procurador-geral avalia que o material até o momento não apresenta base concreta suficiente para justificar uma investigação formal contra os magistrados.
A declaração de Gonet refere-se às conexões apontadas entre o banqueiro Vorcaro e ministros como Dias Toffoli (sociedade em empresa que negociou cotas de resort com cunhado de Vorcaro e viagem a Lima com advogado envolvido) e Alexandre de Moraes (escritório da esposa, Viviane Barci, assinou contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master).
A posição de Gonet contrasta com editoriais e cobranças públicas para que a PGR requisite a abertura de inquérito para apurar possíveis benefícios recebidos por membros do STF. O caso Banco Master envolve fraudes bilionárias, com Vorcaro preso e negociando delação premiada.
Fonte: Gazeta do Povo, Revista Oeste 4X4


















