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Lewandowski recebeu R$ 5,25 milhões do Banco Master

Banco Master pagou R$ 5,25 milhões a escritório de Lewandowski após ele assumir Ministério da Justiça

O Banco Master manteve contrato de consultoria jurídica com o escritório de advocacia do ex-ministro Ricardo Lewandowski mesmo após ele assumir o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Lula, em janeiro de 2024.

A revelação foi feita pela coluna de Andreza Matais (Metrópoles), publicada em 26 de janeiro de 2026

O acordo, assinado em 28 de agosto de 2023, previa pagamentos mensais de R$ 250 mil pela prestação de “serviços de consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico”, incluindo participação no Comitê Estratégico do banco.

Os pagamentos prosseguiram até setembro de 2025, totalizando cerca de R$ 6,5 milhões brutos ao escritório. Desse montante, aproximadamente R$ 5,25 milhões foram pagos nos 21 meses em que Lewandowski já ocupava o Ministério da Justiça.

Lewandowski deixou a sociedade do escritório em 17 de janeiro de 2024, sendo substituído por seus filhos, Enrique de Abreu Lewandowski e Yara de Abreu Lewandowski. Enrique assumiu a representação, mas, segundo apurações da coluna, não realizou entregas significativas ao banco durante o período.

A contratação foi indicada pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, que confirmou ter sugerido Lewandowski após ser consultado pela direção do Master.

Em nota, a assessoria de Wagner afirmou: “Apesar da barrigada da matéria sobre a contratação de Guido Mantega pelo Banco, da qual jamais participou, neste caso o senador Jaques Wagner foi consultado sobre um bom jurista e lembrou de Ricardo Lewandowski, que havia acabado de deixar o Supremo Tribunal Federal. Seguramente, o Banco achou a sugestão adequada e o contratou.”

A assessoria de Lewandowski respondeu à coluna: “Ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), deixando de atuar em todos os casos.”

A defesa de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, esclareceu: “A defesa de Daniel Vorcaro esclarece que a contratação de consultores pelo Banco Master ocorreu dentro de parâmetros profissionais, regulares e técnicos.”

O caso se insere no contexto das investigações sobre o Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025 após supostas irregularidades financeiras que podem envolver desfalque bilionário.

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