Desde a intervenção do Banco Central em novembro de 2025, a investigação sobre o esquema de títulos falsos de R$ 12 bilhões avançou com prisões, morte em circunstâncias investigadas e apurações sobre suposta propina envolvendo o BRB; caso segue gerando desdobramentos no STF e na CGU
A liquidação extrajudicial do Banco Master e de seu conglomerado completou cinco meses no dia 18 de abril de 2026. A medida foi determinada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, quando foram liquidadas as instituições Banco Master S.A., Banco Master de Investimento S.A., Banco Letsbank S.A. e Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, de acordo com a matéria do Metrópoles.

A decisão do BC ocorreu após o banco ser apontado como parte de um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos, sem lastro, envolvendo outras instituições financeiras, inclusive o BRB. O montante estimado das fraudes chega a R$ 12 bilhões.
Desde então, a Polícia Federal deflagrou quatro fases da Operação Compliance Zero:
- 1ª fase (18/11/2025): Cumprimento de mandados de busca em cinco estados e apreensão de cerca de R$ 1,6 milhão em espécie. O então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado do cargo.
- 2ª fase (14/01/2026): Ampliação das investigações contra o banqueiro Daniel Vorcaro, com alvos em familiares próximos (pai, irmã, cunhado e primo).
- 3ª fase (04/03/2026): Prisão preventiva de Daniel Vorcaro. Na mesma operação, morreu Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado como líder do grupo “A Turma”, responsável por ações contra desafetos de Vorcaro. O inquérito sobre a morte deve ser concluído ainda neste mês.
- 4ª fase (16/04/2026): Prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, autorizada pelo ministro André Mendonça (STF), com parecer favorável da PGR. A investigação aponta suposta propina em negociação envolvendo seis imóveis no valor de R$ 146,5 milhões.
Além das ações da PF, o caso gerou outras apurações: um processo administrativo disciplinar na CGU contra ex-diretores do Banco Central por suposto favorecimento a Vorcaro e uma comissão interna do BC, instalada em fevereiro de 2026, para investigar a própria liquidação do conglomerado.
Fonte: Metrópoles


















