Em ano de disputa pela reeleição, pacote com 17 iniciativas inclui créditos, subsídios e isenções
O governo do petista Lula da Silva prepara um conjunto robusto de ações econômicas que, segundo levantamento do CNN Money, deve movimentar cerca de R$ 227 bilhões na economia brasileira ao longo de 2026, ano em que o petista buscará a reeleição.

Analistas apontam potenciais pressões inflacionárias decorrentes do aumento da circulação de recursos, confira:
O pacote abrange anúncios recentes, reforços orçamentários em programas existentes e subsídios direcionados a diversos setores. Entre as frentes mais visadas estão renegociação de dívidas, estímulo ao crédito habitacional e medidas para conter a alta dos combustíveis.
Principais medidas do pacote
O governo detalhou ou reforçou as seguintes ações:
- Plano Brasil Soberano 2.0: R$ 15 bilhões via crédito BNDES para empresas exportadoras.
- Crédito para indústria 4.0 e economia verde: R$ 10 bilhões.
- Moviagrícola: R$ 10 bilhões para aquisição de máquinas agrícolas.
- Isenção ampliada do Imposto de Renda: Impacto estimado em R$ 31 bilhões, com isenção total para quem ganha até R$ 5 mil e parcial até R$ 7.350.
- MOV (crédito para caminhões e ônibus): R$ 21,2 bilhões.
- Crédito consignado privado: R$ 22,9 bilhões já liberados.
- Novo Modelo de Crédito Imobiliário: Estimativa de R$ 22,3 bilhões.
- Desenrola 2.0: Até R$ 8,2 bilhões via FGTS.
- Reforma Casa Brasil e Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida: Respectivamente R$ 12,9 bilhões e R$ 7,7 bilhões.
- Luz do Povo: R$ 4,3 bilhões em subsídio tarifário.
- Saque complementar do FGTS: R$ 8,4 bilhões.
- Gás do Povo: R$ 5,1 bilhões para distribuição gratuita de botijões.
- Programa Brasil Contra o Crime Organizado: R$ 11 bilhões.
- Medidas para diesel e gasolina: Conjunto de subsídios que somam dezenas de bilhões.
O colunista do CNN Money Gilvan Bueno destacou os desafios: “Se vai ter muito dinheiro na economia, vai ter uma pressão inflacionária muito significativa. Por isso, o BC não consegue descer os juros em um patamar mais rápido”.
O governo projeta superávit primário de 0,25% do PIB para 2026, mas o cenário de dívida pública elevada (em torno de 80% do PIB) e juros altos amplifica as preocupações com a sustentabilidade fiscal.
Fonte: CNN BRASIL


















