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Lulinha no centro do escândalo do INSS

A CPMI do INSS aprovou, em sessão tumultuada nesta quinta-feira (26/2), a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do petista Lula, gerando confusão e protestos da base governista.

Deputados e senadores aliados contestaram o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), alegando irregularidades na contagem de votos.

Viana proclamou aprovação com sete votos contrários dos governistas, mas opositores citaram imagens da transmissão mostrando pelo menos 14 manifestações negativas — o que, segundo eles, seria maioria entre os 21 presentes. O senador rebateu: o quórum era de 31, e mesmo assim o governo perderia.

Relação com o “Careca do INSS”

O requerimento partiu do relator, deputado Alfredo Gaspar (PP-AL). Mensagens interceptadas pela PF mostram o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes (“Careca do INSS”) afirmando que R$ 300 mil seriam para “o filho do rapaz” — referência, segundo a PF, a Lulinha. O valor foi repassado à RL Consultoria, de Roberta Luchsinger, suposta intermediária.A RL recebeu R$ 1,5 milhão da Brasília Consultoria (empresa de fachada), sob pretexto de consultoria incompatível, sugerindo lavagem de dinheiro. Luchsinger é suspeita de ocultar patrimônio e movimentar recursos do grupo.Documentos revelam passagens aéreas de Lulinha e Luchsinger no mesmo código de reserva, além de voo em classe executiva com o “Careca” de São Paulo a Lisboa em novembro de 2024 (custo: R$ 14-25 mil, possivelmente pago pelo lobista).

“Sócio oculto” em cannabis medicinal

Gaspar suspeita que Lulinha atuou como sócio secreto em negócios de cannabis medicinal, possivelmente financiados por desvios do INSS. A quebra de sigilo visa checar ligações financeiras.Delação premiada
Dois ex-dirigentes do INSS (ex-procurador Virgílio Oliveira Filho e ex-diretor André Fidelis) avançam em delação e citam Lulinha, detalhando suposto envolvimento de políticos no esquema (Metrópoles/Andreza Matais).A defesa de Lulinha nega qualquer relação com fraudes, desvios ou recebimento de valores criminosos. Afirma que ele “não conhece” Virgílio ou André Fidelis e “jamais teve qualquer tipo de relação, financeira, pessoal ou profissional” com eles (nota do advogado Guilherme Suguimori Santos).

Farra no INSS

O escândalo veio à tona pelo Metrópoles em reportagens desde dezembro de 2023, revelando explosão de descontos indevidos em aposentadorias (R$ 2 bilhões em um ano) e fraudes em associações. As matérias (38 citadas pela PF) deram origem à Operação Sem Desconto (abril/2025), resultando nas demissões do presidente do INSS Alessandro Stefanutto e do ministro Carlos Lupi.

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