PF revela transferência de Fábio Luís Lula da Silva para Kalil Bittar, investigado pela Polícia Federal por suposto lobby irregular no Ministério da Educação; E repasses regulares, caracterizados como “mesada”, para Jonas Suassuna, caseiro do famoso sítio de Atibaia
A quebra de sigilo bancário aprovada pela CPMI do INSS revelou que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do petista Lula da Silva, transferiu R$ 750 mil para Kalil Bittar, empresário alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de lobby irregular no Ministério da Educação (MEC).

O pagamento foi identificado em movimentações ocorridas em 2024, período em que Bittar atuava como intermediário em negociações envolvendo contratos e recursos públicos no MEC. A PF apura se o empresário utilizava influência política para facilitar licitações, convênios e liberação de verbas federais para empresas parceiras.
Em outros momento da investigação a PF revelou que Lulinha realizava repasses regulares, caracterizados como “mesada”, para Jonas Suassuna, caseiro do famoso sítio de Atibaia (SP), imóvel que foi alvo de inquérito e ação penal envolvendo o petista Lula da Silva. Os pagamentos variavam entre R$ 10 mil e R$50 mil mensais.

Jonas Suassuna foi figura central nas investigações da Operação Zelotes e do processo do tríplex do Guarujá, tendo prestado depoimentos sobre reformas e uso do sítio que beneficiariam Lula e familiares.
Os pagamentos, identificados entre 2022 e 2025 na mesma conta que já registrou movimentação total de R$ 19,3 milhões no período, ocorriam de forma periódica e constante, levantando questionamentos sobre a finalidade real dos recursos.

















