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Marinha dos EUA reforça presença no Oriente Médio

Cerca de um terço da frota deployada rumo à região do Irã

A Marinha dos Estados Unidos intensifica sua presença naval no Oriente Médio em meio a crescentes tensões com o Irã e negociações sobre o programa nuclear de Teerã. Relatos indicam que aproximadamente um terço das forças navais americanas atualmente deployadas está direcionado para a região, incluindo porta-aviões, destroyers, submarinos e sistemas de defesa antimísseis.

O porta-aviões USS Gerald R. Ford (CVN-78), o mais avançado da frota americana, e seu grupo de ataque (Carrier Strike Group) entraram no Estreito de Gibraltar e agora navegam pelo Mar Mediterrâneo rumo ao Oriente Médio. O movimento ocorre após o Ford ser redirecionado do Caribe (onde apoiou operações contra o regime de Nicolás Maduro na Venezuela) para se juntar ao USS Abraham Lincoln, já posicionado no Mar Arábico/Persa Gulf.

Porta-aviões USS Gerald R. Ford (CVN-78)

O desdobramento cria uma rara configuração de dois porta-aviões simultâneos na área de responsabilidade do Comando Central (CENTCOM), com dezenas de aeronaves de combate (incluindo F-35 e F/A-18), centenas de mísseis Tomahawk e suporte logístico. Fontes militares citam o reforço como forma de pressionar o Irã por um acordo nuclear, deter escaladas e proteger aliados regionais, sem indícios imediatos de ação ofensiva.

O USS Gerald R. Ford, em sua implantação desde junho de 2025, já acumula mais de oito meses no mar — um período que pode se estender até abril ou maio de 2026, potencialmente quebrando recordes recentes de duração de missões. O grupo inclui destroyers da classe Arleigh Burke e ala aérea embarcada (Carrier Air Wing 8).

O buildup naval faz parte de uma estratégia maior do governo Trump, que inclui reposicionamento de caças F-35 para bases na Jordânia, reforço de sistemas Patriot e THAAD em países do Golfo, e extensão de ordens para unidades que deveriam rotacionar.

Autoridades americanas enfatizam que o objetivo é diplomático, mas preparam opções militares caso as conversas em Genebra falhem.

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