Levantamento inédito divulgado pela federação industrial revela o impacto direto da insegurança pública na rotina das famílias, modificando horários, trajetos e o comércio nas grandes cidades
A escalada da violência e a sensação generalizada de vulnerabilidade deixaram de ser apenas questões de segurança pública para se transformarem em um fator de forte impacto na economia cotidiana. De acordo com uma pesquisa abrangente realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e divulgada na quarta-feira (26 de agosto de 2026), impressionantes 79% dos brasileiros mudaram seus hábitos de consumo e de comportamento em decorrência do medo da criminalidade.

O estudo mapeou como o temor de assaltos, furtos e outras ocorrências violentas dita o ritmo das decisões das famílias nas metrópoles e centros urbanos. A necessidade de autoproteção reorganizou a dinâmica social, atingindo desde o pequeno comércio de bairro até os grandes centros de entretenimento e serviços noturnos.
Principais Mudanças de Comportamento Registradas no Estudo
- Restrição de Horários: A alteração mais expressiva apontada pelos entrevistados é a decisão de evitar sair de casa após o anoitecer, limitando atividades sociais, estudos noturnos e lazer.
- Mudança de Rotina e Trajetos: Milhares de cidadãos relatam modificar constantemente os caminhos percorridos diariamente para o trabalho ou escola, além de evitar o uso de transporte público em horários considerados de maior risco.
- Impacto no Comércio e Serviços: Setores como o de bares, restaurantes, shoppings e comércio de rua sofrem perdas expressivas de faturamento devido à retração do público no período noturno, forçando empresários a adaptarem seus modelos de atendimento.
Consequências Sociais e Econômicas
Especialistas em políticas públicas e segurança apontam que os dados da Fiesp refletem um quadro alarmante de deterioração do direito básico de ir e vir nas cidades brasileiras. Além do custo humano evidente — traduzido em estresse e restrição de liberdade —, o impacto econômico dessas mudanças restringe o potencial de crescimento de setores vitais para o mercado de serviços, exigindo respostas mais efetivas dos governos estaduais e federais no combate à criminalidade urbana.
Fonte: Veja
*Imagem da capa gerada por IA

















