Ministro do Supremo deu recados sobre conduta judicial durante homenagem na Alesp e cobrou “prudência maior” em relações pessoais em meio à crise de credibilidade do Judiciário
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator dos inquéritos sobre o caso Banco Master e das fraudes no INSS, afirmou que juízes devem atuar com imparcialidade e evitar qualquer tipo de favoritismo, de acordo com a matéria do Metrópoles.

Durante sessão solene em sua homenagem na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), nesta segunda-feira (6 de abril de 2026), Mendonça discursou por mais de 20 minutos e enviou recados indiretos ao Poder Judiciário, que enfrenta questionamentos sobre sua credibilidade.
Confira a declaração do Ministro André Mendonça:
Sem citar nomes ou casos específicos, o ministro declarou: “Imparcialidade é você olhar para as pessoas de modo igualitário. É considerar os interesses envolvidos de forma equânime. É não privilegiar amigos, e não perseguir inimigos. Esse é um compromisso que eu faço.”
Mendonça ainda defendeu que magistrados precisam ter “prudência maior” em suas relações pessoais, comparando com o padrão exigido de políticos. Ele afirmou que juízes “não estão imunes a incompreensões”, mas devem evitar ações que comprometam a confiança da sociedade.
“Nós precisamos estar imunes a ações que comprometam de forma substancial, de forma voluntária, de forma consciente, a credibilidade que a sociedade espera de um bom magistrado. Isso acaba exigindo de nós um grau de recatamento no bom sentido da expressão, uma capacidade de, por vezes, não fazer todas as coisas que nos são lícitas, porque nem todas nos convêm”, completou.
As declarações ocorrem enquanto o STF investiga o escândalo do Banco Master, que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro e levanta questionamentos sobre relações de outros ministros da Corte, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, com o ex-controlador da instituição.
A homenagem na Alesp contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), do prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB) e do advogado-geral da União Jorge Messias, entre outras autoridades.
Fonte: METRÓPOLES


















