Jornalista desmonta narrativa de Moraes e declara “velório” do STF após sessão marcada por acusações cruzada
Uma ganhou destaque após a sessão histórica no STF, ao classificar a sessão como o “velório do STF”. Segundo jornalista da mídia do sistema, o encontro foi marcado por momentos que mais se assemelhavam a uma “reunião de gangsters rivais”, com acusações cruzadas e tensão evidente entre os envolvidos.
O jornalista rejeitou de forma enfática a versão apresentada por Alexandre de Moraes. O ministro teria atribuído a Jair Bolsonaro a origem da investigação que o atinge. Para o comentarista, essa afirmação é “farsesco”. Ele argumenta que Bolsonaro não obrigou Moraes a assinar qualquer contrato com Vorcaro nem a trocar mensagens com a mesma pessoa horas antes da prisão de alguém ligado ao caso.
Ainda de acordo com a avaliação, a conduta revela um padrão de seletividade. Ele sintetizou a crítica com a frase: “A lei é para a plebe, não para o Supremo.” Na mesma linha, afirmou que Moraes mantém uma vida dupla e que atuava como advogado de Vorcaro.
Os pontos centrais destacados na análise são objetivos e se limitam aos fatos e interpretações que ele próprio apresentou: a sessão teria aspecto de confronto entre grupos rivais; a tentativa de transferir a responsabilidade da investigação para Bolsonaro seria inverossímil; não houve coerção do presidente Bolsonaro sobre contratos ou comunicações de Moraes com Vorcaro; e a aplicação da lei pareceria diferenciada quando se trata de membros do próprio Supremo. Além disso, o comentarista sustentou que o ministro exercia atividade de advogado em favor de Vorcaro, configurando, na visão dele, uma conduta de vida dupla.
O tom é de denúncia direta sobre a credibilidade da narrativa oficial apresentada na sessão e sobre a coerência entre o discurso do ministro e os fatos que ele próprio teria protagonizado.A leitura coloca em xeque não apenas a versão de Moraes sobre a origem da investigação, mas também a imagem de isenção do tribunal.
Ao chamar a sessão de “velório do STF” e compará-la a uma reunião de rivais, o comentarista sugere que a instituição atravessa um momento de desgaste institucional profundo, no qual as acusações recíprocas e a seletividade na aplicação da lei se tornaram evidentes.
Fonte: G1
*Imagem da capa gerada por IA

















