Cármen Lúcia libera desfile pró-Lula no Carnaval 2026, mas em 2022 apoiou a censura prévia à Brasil Paralelo
A ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, votou pela rejeição de pedidos contra o samba-enredo da Acadêmicos de Niterói que homenageia o petista Lula no Carnaval 2026. A decisão unânime permitiu o desfile.
Relatora disse que não é possível classificar propaganda eleitoral antecipada, já que o desfile não ocorreu. Escola vai abrir o primeiro dia do Grupo Especial no Rio
A ministra invocou a Constituição para barrar a proibição antecipada:
“A Constituição proíbe censura prévia e que não é possível impedir manifestação artística com base em hipótese futura.”
Apesar do tom protetor à liberdade de expressão cultural, a posição gerou forte controvérsia.
Críticos apontam contradição gritante com o episódio de 2022, quando Cármen Lúcia apoiou a suspensão temporária do documentário “Quem Mandou Matar Jair Bolsonaro?”, da produtora Brasil Paralelo, até após o segundo turno das eleições presidenciais — medida considerada censura prévia por opositores do então candidato Lula.
O processo segue aberto, com o Ministério Público intimado a se manifestar.
A decisão do TSE, embora formalmente contra censura prévia, reacende o debate sobre seletividade: o que era risco eleitoral em 2022 agora seria mera expressão artística em 2026?


















