Ministro Alexandre de Moraes divulga novo esclarecimento e rejeita acusações de influência no Banco Central em favor do Banco Master
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, emitiu uma nova nota oficial na noite de terça-feira (23/12), na qual rejeita qualquer tentativa de pressão sobre o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, relacionada à operação envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
Moraes detalhou que os encontros trataram exclusivamente dos impactos da Lei Magnitsky, sanção americana aplicada a ele e à sua esposa.
De acordo com o comunicado, as duas reuniões ocorreram no gabinete do ministro: a primeira em 14 de agosto de 2025, após a aplicação inicial da lei em 30 de julho; e a segunda em 30 de setembro, após a extensão da medida à esposa em 22 de setembro.
“O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que realizou, em seu gabinete, duas reuniões com o Presidente do Banco Central para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky. A primeira no dia 14/08, após a primeira aplicação da lei, em 30/08; e a segunda no dia 30/09, após a referida lei ter sido aplicada em sua esposa, no dia 22/09. Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente à aquisição do BRB pelo Banco Master. Esclarece, ainda, que jamais esteve no Banco Central e que inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto. Por fim, esclarece que o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central.”
O Banco Central corroborou parte das informações ao afirmar: “O Banco Central confirma que manteve reuniões com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky.”
Essa nova manifestação surge em resposta a reportagens que alegaram contatos do ministro com Galípolo para discutir a aquisição do BRB pelo Banco Master, operação que não foi aprovada devido a irregularidades detectadas, incluindo fraudes em repasses de créditos.
O escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, mantinha contrato com o Banco Master, mas, conforme consultas via Lei de Acesso à Informação, não há registros de atuação junto ao BC ou ao Cade nessa operação específica.
Uma nota anterior do ministro já havia mencionado reuniões com autoridades bancárias exclusivamente sobre as consequências financeiras da Lei Magnitsky, como manutenção de contas e cartões.

“O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que, em virtude da aplicação da Lei Magnitsky, recebeu para reuniões o presidente do Banco Central, a presidente do Banco do Brasil, o Presidente e o vice-presidente Jurídico do Banco Itaú. Além disso, participou de reunião conjunta com os Presidentes da Confederação Nacional das Instituições Financeira, da FEBRABAN, do BTG e os vice-presidentes do Bradesco e Itaú. Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito.”
O caso continua gerando debates sobre interseções entre o Judiciário, o sistema financeiro e sanções internacionais, em um contexto de liquidação extrajudicial do Banco Master.


















