Fortes indícios de que ministro do STF soube antecipadamente do juiz Ricardo Leite via mensagens de Daniel Vorcaro
A coluna de Mario Sabino no Metrópoles levanta questionamentos sobre se o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teve informação antecipada sobre o juiz responsável pela prisão preventiva de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. A suspeita surge de mensagens e anotações extraídas do celular do banqueiro, apreendido pela Polícia Federal (PF) durante tentativa de fuga em novembro de 2025.

De acordo com a apuração, Vorcaro identificou o juiz Ricardo Soares Leite, da 10ª Vara Criminal Federal de Brasília, após hackear sistemas do Ministério Público Federal (MPF) e da PF. Em 16 de novembro de 2025, um dia antes da prisão no aeroporto de São Paulo, ele anotou no bloco de notas do celular:
“Vocês são próximos? Ricardo Soares Leite, 10 vara criminal federal”.
A anotação é interpretada como possível mensagem a ser enviada a alguém — e uma das hipóteses é que Vorcaro questionou Moraes sobre proximidade com o juiz. No dia seguinte (17 de novembro), horas antes da prisão, Vorcaro enviou mensagem ao ministro:
“Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”.
A PF confirmou que o número usado por Moraes em conversas (inclusive com jornalistas no período da prisão de Vorcaro) pertencia a um celular funcional do STF. Moraes negou trocas de mensagens diretas com Vorcaro no dia da prisão, mas provas indicam comunicações via bloco de notas fotografado e enviado como imagens temporárias pelo WhatsApp.
O print da pesquisa no Google sobre o juiz Ricardo Leite, extraído do celular apreendido, foi compartilhado pela PF com a CPMI do INSS, reforçando suspeitas de vazamento de apurações sigilosas que fecharam o cerco contra Vorcaro. A delação premiada em negociação com o banqueiro deve abordar essas interações, incluindo o contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes.
Fonte: METRÓPOLES


















