Nikolas Ferreira responde Eduardo Bolsonaro: Nega “amnésia” e afirma que crítico “não está bem” Após visita à Bolsonaro
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) respondeu duramente às críticas de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que o acusou — junto com a Michelle Bolsonaro — de sofrer de “amnésia” por supostamente não apoiar de forma suficiente a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência nas eleições 2026.
As declarações de Nikolas ocorreram neste sábado (21), logo após visita ao presidente Jair Bolsonaro no Complexo Penitenciário da Papuda (conhecido como Papudinha), em Brasília. Em coletiva à imprensa, o parlamentar mineiro negou qualquer omissão e defendeu Michelle como esposa e mãe dedicada ao marido preso.
“Discordo que eu tenha amnésia e que a Michelle tenha amnésia. Eu me lembro muito bem de todos os anos que fui atacado injustamente.”
Nikolas destacou o contexto familiar delicado e as prioridades maiores do bolsonarismo:
“Nós temos o pai dele preso, sofrendo dificuldades de saúde, você tem as pessoas do dia 8 presas e precisando da derrubada do veto à dosimetria, você tem o STF envolvido em diversos escândalos, você tem o Lula literalmente fazendo de tudo para poder destruir esse país e a prioridade é nos atacar? Então isso diz muito mais sobre ele do que a mim. Então, eu acho que o Eduardo não está bem. E eu realmente faço questão de não perder meu tempo com essas divergências, porque eu acredito que a gente tem um Brasil pra salvar.”
Sobre Michelle, o deputado reforçou:
“Ela [Michelle] acima de tudo é uma esposa, é uma mãe que tem que cuidar de uma filha, que está vindo aqui, preparando alimento todos os dias para o marido dela de 70 anos que está preso injustamente.”
A polêmica começou na sexta-feira (20), quando Eduardo, em entrevista ao SBT News, cobrou maior engajamento de aliados de Jair Bolsonaro na campanha de Flávio. Ele mencionou que não viu posts de apoio de Michelle a Flávio, criticando o que chamou de “amnésia” conveniente.
Nikolas lembrou ainda a lealdade ao presidente:
“o presidente Bolsonaro sempre me tratou muito bem, como um homem leal a ele e continua sendo dessa forma.”
A troca de farpas expõe fissuras internas no bolsonarismo em um momento sensível, com Jair Bolsonaro preso e enfrentando problemas de saúde, enquanto o PL busca se organizar para 2026.
Nikolas pregou união contra o “inimigo comum” — PT, Lula e instituições como o STF — e evitou prolongar o embate público.


















