“Nada está acabado”, afirma Eduardo Bolsonaro após retirada de sanções Magnitsky contra Alexandre de Moraes
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou no sábado (13/12) que “nada está acabado” em relação à luta política envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, após o governo dos Estados Unidos retirar as sanções impostas via Lei Magnitsky ao magistrado e sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
Em nova postagem no X (antigo Twitter), Eduardo esclareceu críticas feitas em nota anterior, onde mencionara a “sociedade brasileira”. Segundo ele, a referência era direcionada a detratores que o acusam de articular sanções estrangeiras por “capital político”, e não aos brasileiros em geral.

“Enquanto eu e o Paulo Figueiredo trabalhamos, sem recursos, para dar um mínimo de liberdade, inclusive a ela, a pessoa está pensando que fazemos isso visando capital político, e olhe que o Paulo nem político é! Ela nos mede com sua própria régua moral e, ao que parece, arranja adeptos na direita que faz igualzinho: só bota a cara se for para benefício próprio, caso contrário fica sendo ‘problema dos outros’”, escreveu o deputado.
Ele acrescentou: “Por isso em minha nota critiquei os jogadores que estão em campo ao citar ‘sociedade brasileira’ e os canalhas de plantão, com interesses políticos pessoais, correram para dizer que eu estava criticando todos os brasileiros, na tentativa de jogá-los contra mim. Qualquer um honesto intelectualmente percebeu que a crítica era para pessoas mesquinhas, que não conseguem olhar para além do próprio umbigo. Mas se a carapuça serviu, paciência…”.
Ao finalizar, Eduardo demonstrou otimismo: “No mais, só digo que nada está acabado, haverá mais capítulos desta história e minha maior preocupação é estar do lado certo, ombreado de homens que sabem o que é e fazem o justo. Que Deus nos ilumine abençoe, pois é assim que NÓS VENCEREMOS!”.
A manifestação ocorre um dia após o anúncio da retirada das sanções, em 12/12, pelo Departamento do Tesouro dos EUA. Na sexta-feira (12/12), Eduardo já havia lamentado a decisão, atribuindo-a à falta de “unidade política necessária” da sociedade brasileira.
“Lamentamos que a sociedade brasileira, diante da janela de oportunidade que teve em mãos, não tenha conseguido construir a unidade política necessária para enfrentar seus próprios problemas estruturais. A falta de coesão interna e o insuficiente apoio às iniciativas conduzidas no exterior contribuíram para o agravamento da situação atual”, avaliou na ocasião, em texto assinado com o comentarista Paulo Figueiredo, expressando gratidão ao presidente Donald Trump.


















