Presidente norte-americano compara proximidade geográfica da ilha à operação que resultou na captura de Nicolás Maduro na Venezuela, em meio a crescente pressão sobre Havana
Em entrevista ao portal Axios, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a sinalizar que uma eventual operação militar americana contra Cuba poderia ser rápida e eficiente, semelhante à ação realizada na Venezuela. A declaração foi divulgada na sexta-feira (19 de junho de 2026) e reacende as tensões entre Washington e Havana.

Questionado sobre as chances de forças dos EUA realizarem uma operação em Cuba nos moldes da que terminou com a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, Trump respondeu de forma direta:
“Possivelmente. Esses lugares são próximos. Já o Irã, por exemplo, é uma viagem muito longa. Sabe, eu voei para aquela região algumas vezes, e isso não tem nada a ver com o assunto, mas são 18 horas de voo, é muito tempo. A Venezuela é relativamente perto e Cuba é rapidinho.”
A proximidade geográfica da ilha caribenha com o território americano, especialmente a Flórida, é um ponto recorrente nas declarações do presidente republicano. Trump já havia ameaçado agir militarmente contra Cuba em outras ocasiões desde o início de seu atual mandato, incluindo menções a uma possível “tomada” da ilha.
Contexto de pressão crescente sobre o regime cubano
A retórica de Trump se soma a uma série de medidas adotadas pela administração americana para aumentar o isolamento de Cuba. Entre elas estão o reforço do embargo comercial (em vigor desde 1962), a interrupção do fornecimento de petróleo venezuelano à ilha, sanções contra autoridades do governo Miguel Díaz-Canel e até o indiciamento de Raúl Castro por acusações relacionadas a eventos de 1996.
Recentemente, Cuba aprovou uma reforma econômica que pode abrir espaço para maior participação privada, vista por analistas como uma tentativa de aliviar a pressão externa e interna. Enquanto isso, navios de guerra americanos, incluindo o porta-aviões USS Nimitz, operam nas proximidades do Mar do Caribe.
Essa nova declaração de Trump ocorre em um momento de instabilidade regional, após ações americanas em outros cenários internacionais, e reforça o foco da atual gestão republicana na América Latina.


















