Agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF, aprofundando investigações sobre gestão fraudulenta, sonegação e licenciamentos irregulares
A Polícia Federal (PF) deflagrou a segunda fase da Operação Sem Refino, cumprindo 16 mandados de busca e apreensão no estado do Rio de Janeiro. A ação conta com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) e atinge endereços ligados a figuras de destaque na política regional, como o ex-governador Cláudio Castro.

O foco da investigação: Combustíveis e licenças suspeitas
Desta vez, a operação aprofunda apurações sobre crimes contra a ordem econômica, gestão temerária e fraudulenta, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e evasão de divisas ligados ao setor de comercialização de combustíveis.
De acordo com as autoridades federais, o escopo da investigação ganhou novos contornos ao mirar suspeitas de fraudes na concessão de licenças ambientais para refinarias, realizadas supostamente à revelia das diretrizes técnicas dos órgãos competentes. Imóveis estratégicos utilizados para reuniões e negociações do esquema — incluindo um local em Petrópolis — também foram alvos das equipes policiais.
Desdobramentos institucionais
A ofensiva policial ocorre no âmbito das diretrizes vinculadas à ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 635 do STF, que orienta investigações rigorosas sobre a atuação de redes criminosas estruturadas e suas eventuais conexões com agentes públicos no Rio de Janeiro.
Enquanto os agentes cumprem as ordens judiciais e recolhem novos elementos de prova, a defesa dos investigados e os representantes dos alvos da operação seguem acompanhando as diligências, reiterando disposição para prestar esclarecimentos à Justiça conforme o andamento processual.
Fonte: Globo News
*Imagem da capa gerada por IA

















