Parlamentares da oposição, liderados pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) e pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), protocolaram nesta quinta-feira (12) um novo pedido de impeachment contra o ministro do STF Dias Toffoli. O documento, o décimo contra o magistrado no Senado, fundamenta-se em supostos conflitos de interesse no inquérito do Banco Master.
A petição alega que Toffoli manteve a relatoria apesar de menções a repasses do ex-CEO Daniel Vorcaro. Trechos destacam:
“A existência de fatos relacionados a transações bancárias anteriores demonstra que o Ministro Dias Toffoli possui, por óbvio, interesse no julgamento em favor de Daniel Vorcaro.”
“A existência dessa sucessão de fatos demonstra que o Ministro Dias Toffoli tem agido à margem da lei, com a adoção de posturas judiciais controversas, para aparentemente blindar a ele próprio ou a pessoas de sua família, tendo em vista ter recebido diretamente o pagamento de verbas vultosas de Daniel Vorcaro.”
“Todos esses fatos denotam que a omissão deliberada – e por que não o ato comissivo consciente – do Ministro Dias Toffoli de permanecer como relator do inquérito policial em trâmite no Supremo Tribunal Federal é causa suficiente para a instauração de investigação de crime de responsabilidade pelo Senado da República.”
O pedido solicita que a Mesa do Senado autorize a instauração do processo de impedimento, pronunciando-se sobre cada item da denúncia.
Contexto Rápido do Caso
A ação surge após a PF encontrar mensagens no celular de Vorcaro citando Toffoli e possíveis pagamentos ligados à empresa Maridt (da qual o ministro é sócio com irmãos), que vendeu participação no Resort Tayayá a fundo conectado ao banqueiro. Toffoli nega irregularidades e afirma que valores foram declarados.
A oposição pressiona por análise rápida no Senado, presidido por Davi Alcolumbre (União-AP), aliado de Toffoli. A cúpula do Congresso e o centrão atuam para conter o avanço do tema.

















