Shehbaz Sharif e Asim Munir foram peças centrais nas negociações que levaram Trump a suspender os ataques contra o Irã; Paquistão atuou nos bastidores para evitar escalada no conflito
Os líderes paquistaneses tiveram papel decisivo na mediação que resultou no cessar-fogo temporário anunciado pelo presidente Donald Trump na noite de 7 de abril de 2026, de acordo com a matéria do G1.

O primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir, chefe do Exército paquistanês e considerado o “homem mais poderoso” do país, foram os principais articuladores das conversas entre Estados Unidos e Irã.
Sharif, que está em seu segundo mandato como primeiro-ministro, atuou como intermediário diplomático, articulando contatos com líderes regionais, oferecendo o Paquistão como possível sede de negociações e defendendo publicamente um cessar-fogo imediato.
Já Asim Munir manteve contato direto com Trump para discutir a guerra no Oriente Médio e ajudar a mediar as conversas entre Washington, Teerã e Tel Aviv.
Em sua publicação no Truth Social, Trump citou explicitamente os dois líderes paquistaneses ao justificar a suspensão dos ataques: “Com base em conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e com o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, nas quais solicitaram que eu suspendesse o envio de força destrutiva previsto para esta noite contra o Irã, e condicionando à concordância da República Islâmica do Irã com a reabertura COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender os bombardeios e ataques ao país”.
A mediação de última hora evitou, pelo menos temporariamente, uma escalada ainda maior no conflito, após Trump ter ameaçado destruir usinas de energia e pontes iranianas caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto.
Fonte: G1


















