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PARAGUAI: Santiago Peña renuncia ao cargo após escândalo envolvendo o setor bancário

O presidente divulgou sua saída da presidência em meio à abertura de um processo de impeachment e à pressão política provocada por turbulências financeiras no Ueno Bank; o vice-presidente Pedro Alliana deve assumir o governo após validação do Congresso

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou publicamente que vai renunciar ao cargo máximo do Executivo. A decisão ocorre no auge de uma grave turbulência política e institucional desencadeada por uma crise financeira em um banco do país, que culminou na abertura de um processo de impeachment e na perda de sustentação de seu bloco político na legislatura.

Assista ao pronunciamento do presidente do Paraguai, Santiago Peña:

Em um pronunciamento veiculado por meio de suas redes sociais, Peña classificou o momento como um dos mais difíceis de sua trajetória pessoal e pública. O governante justificou o ato de afastamento com o argumento de preservar a estabilidade da nação e resguardar os interesses da população: “Estou convencido de que nenhum cargo pode estar acima do bem-estar do Paraguai”, declarou na mensagem oficial. Ele também fez um apelo direcionado à classe política para que priorize a segurança dos poupadores diante do cenário adverso.

O epicentro da crise: o escândalo financeiro no Ueno Bank

A turbulência que forçou a saída antecipada do chefe de Estado tem raízes profundas no sistema financeiro paraguaio, mais especificamente em uma crise associada ao Ueno Bank, instituição digital com forte expressão e milhões de clientes no país. Santiago Peña, que atuou como sócio da instituição até o ano de 2025, passou a ser alvo de questionamentos diretos e de uma denúncia protocolada no Ministério Público local no escopo do que passou a ser chamado de “Caso Master paraguaio”.

A pressão sobre o governo intensificou-se drasticamente após desdobramentos que afetaram a credibilidade do sistema de crédito e o congelamento de valores, gerando forte comoção social. A dimensão da crise financeira já havia provocado outras baixas expressivas na cúpula econômica do país, como a renúncia do presidente do Banco Central do Paraguai, Carlos Carvallo.

Tramitação institucional e sucessão presidencial

Com o anúncio formal da renúncia por parte de Santiago Peña, os trâmites constitucionais entram em fase decisiva. Conforme estabelece a legislação e a imprensa paraguaia, a carta de renúncia precisa ser formalmente apreciada e aceita pelo Congresso Nacional, que já vinha conduzindo articulações avançadas para dar andamento ao processo de impeachment. O partido governista, pertencente à base tradicional, havia declarado apoio à destituição diante da gravidade das acusações.

Caso o Congresso ratifique a saída de Peña, a linha sucessória prevê que o vice-presidente da República, Pedro Alliana, assuma o comando do governo paraguaio para conduzir o restante do mandato. As lideranças parlamentares e os partidos políticos negociam os próximos passos para assegurar a governabilidade e restabelecer a normalidade operacional das instituições financeiras e regulatórias do país.

Fonte: CNN BRASIL

*Imagem da capa editada por IA

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