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PCC usava helicópteros para levar milhões em espécie a Brasília

Investigação da Polícia Civil revela esquema de lavagem de dinheiro envolvendo fintech 4TBANK e empresário goiano Adair Antônio de Freitas Meira; valores eram transportados em espécie em voos fretados e entregues pessoalmente na capital federal

Mensagens extraídas do celular de João Gabriel de Melo Yamawaki, apontado como operador financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), revelam o transporte de quantias milionárias em dinheiro vivo para o empresário goiano Adair Antônio de Freitas Meira em Brasília.

Fonte: Marcus Potes, Jessica Bernardo do Metrópoles

As conversas estão no centro da Operação Contaminatio, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo no final de abril. As suspeitas de lavagem de dinheiro envolvem a fintech 4TBANK, administrada por Yamawaki, e o uso de aeronaves — principalmente helicópteros — para devolver valores em espécie ao empresário.

De acordo com documento da polícia obtido pelo Metrópoles, Meira enviava recursos para a 4TBANK por meio de boletos possivelmente fraudulentos. Os valores retornavam “em espécie” e “possivelmente por aeronaves fretadas”, com a maioria dos transportes realizada por helicópteros.

Os investigadores cruzaram as mensagens com Relatórios de Inteligência Financeira do COAF e identificaram movimentações que chegavam a milhões de reais, com o objetivo de ocultar a origem dos recursos.

Um dos primeiros registros citados ocorreu em outubro de 2021, com pagamento de R$ 100 mil. Em dezembro do mesmo ano, Yamawaki enviou mensagem a Meira:

“Bom dia, tio. Ontem deu certo os pagamentos? Pergunto isso para ocorrer bem a reserva do numerário”.

Na ocasião, a enteada de Yamawaki, Matie Obam, sacou R$ 1,38 milhão em dinheiro vivo, fracionado em quatro datas.

Em janeiro de 2022, durante uma viagem ao Aeroporto de Brasília, Yamawaki pediu que o recebedor levasse uma “bolsinha”. A polícia interpreta o termo como indício de entrega em mãos de valores ao empresário.

Outra movimentação citada envolve R$ 570 mil em São Paulo e cerca de R$ 2,5 milhões em um posto de gasolina em Palmas (TO), descrito pelos investigadores como “caminho de volta do dinheiro”.

Fonte: Metrópoles

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